Prefeito de Minas Gerais é preso em grande operação anticorrupção

O prefeito de Guapé, Nelson Lara (PCdoB), e outras cinco pessoas foram presas nesta quarta-feira, 07, em uma grande operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Eles são acusados ​​de fazer parte de um grande esquema de corrupção que envolvia obtenção e ocultação de bens imobiliários, uso indevido de bens públicos e fraude em contratos e licitações públicas.

A operação, chamada de “Trem da Alegria” pelas autoridades, também cumpriu 26 mandados de busca e apreensão e seis mandados de afastamento de cargos públicos nas cidades de Guapé e Rio de Janeiro (RJ). Os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Segundo o Ministério Público, os seis presos são o prefeito de Guapé, o diretor-geral do Ministério Público da cidade, o coordenador do “Trem da Alegria” da cidade, o procurador-geral do município, o diretor-geral do Serviço Autônomo de Água e Esgoto da Prefeitura , o gestor da obra e dois empresários.

O Ministério Público já apresentou denúncia contra eles pela prática de oito crimes, como corrupção, lavagem de dinheiro, peculato, fraude em licitações públicas e improbidade administrativa.

A investigação revelou que, desde 2017, o prefeito e seus cúmplices obtiveram vantagens indevidas, em razão de seu cargo, na forma de ativos imobiliários de incorporadoras. Em seguida, ocultaram a origem e a propriedade desses bens através de operações de lavagem de dinheiro, registrando-os em nome de terceiros ou mantendo-os em nome dos empresários até serem transferidos.

A investigação também constatou que eles faziam uso indevido de bens públicos, como veículos, combustíveis e materiais, para benefício pessoal. Também cometeram fraudes e desvios na execução de contratos administrativos e licitações, favorecendo determinadas empresas e causando danos ao erário público.

As prisões preventivas foram decretadas para manter a ordem pública e preservar as investigações. O Ministério Público disse que há relatos de planos para ocultar documentos, combinar versões e atacar a vida e a saúde de pessoas envolvidas nas investigações.

A operação mobilizou 128 pessoas, sendo cinco procuradores, 12 procuradores, 57 policiais militares, 45 policiais civis e nove policiais penais. Foram utilizados 35 veículos e uma aeronave. As investigações continuam.

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