“Decodificando a Intriga: O Enigmático Vínculo entre Flávio Bolsonaro e Domingos Brazão – Uma História de Segredos e Acusações”

Brazão elogiou Flávio, jovem protegido da Alerj, pela firmeza. Ele atribuiu a posição firme de Flávio à criação e educação proporcionada por seus pais, apesar da juventude.

A emissão de passaportes diplomáticos à esposa e ao filho do deputado federal Chiquinho Brazão (União) por Jair Bolsonaro (PL) é uma das muitas ligações entre as duas famílias. Essas famílias têm ligações históricas com a milícia atuante na região do Rio das Pedras, localizada na zona oeste do Rio de Janeiro.

Domingos Brazão, identificado por Ronnie Lessa como o orquestrador dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, colaborou estreitamente com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Nessa parceria, Flávio Bolsonaro foi uma espécie de protegido de Domingos Brazão.

Brazão, durante a sessão da Alerj de 4 de março de 2006, elogiou Flávio Bolsonaro, apesar da juventude, pelo claro compromisso com a preservação dos valores familiares, que considera a instituição máxima. Brazão observou que há outros que têm opiniões diferentes, como evidenciado pelos parlamentares que propõem projectos de lei para legalizar os casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Ele atribuiu a postura firme de Bolsonaro à educação e educação proporcionadas por seus pais.

O elogio foi feito após o filho de Bolsonaro manifestar sua admiração pela iniciativa de Brazão de conceder postumamente o título de cidadão ao Pastor Sebastião Ferreira da Primeira Igreja Batista da Vila da Penha.

Flávio Bolsonaro e Brazão colaboraram em diversas iniciativas na Alerj. Em 2014, Brazão atuou como relator do projeto de Flávio para implantar o programa Escola Sem Partido no sistema educacional do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, ambos atuaram na Comissão de Constituição e Justiça da casa.

Além do trabalho legislativo, Flávio Bolsonaro e Domingos Brazão também defenderam conjuntamente as milícias no Rio de Janeiro. Quando Marcelo Freixo iniciou a CPI das Milícias em 2006, eles foram os únicos que se opuseram.

O informante de Brazão, Ronnie Lessa, morava próximo à residência da família Bolsonaro, no condomínio Vivendas da Barra. Segundo o livro “A República das Milícias”, de Bruno Paes Manso, Lessa era um assassino esporádico que mantinha ligações com a Delegacia do Crime e milicianos de Muzema, ligados ao capitão Adriano.

O livro também discute as relações de Lessa com figuras influentes como Rogério de Andrade e Domingos Brazão. O “Capitão Adriano”, citado no livro, é Adriano da Nóbrega, que chefiou a Delegacia do Crime e empregou a mãe, Raimunda Veras Magalhães, e a ex-mulher, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, no gabinete da Alerj de Flávio Bolsonaro. Segundo o MP-RJ, eles estavam envolvidos no esquema da “rachadinha” no escritório.

O miliciano, morto em 2020, foi apresentado à família Bolsonaro por Fabrício Queiroz, que também tem ligações com a milícia Rio das Pedras.

Durante a investigação da morte de Marielle, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apreendeu um diário da esposa de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar. O diário, destinado a auxiliar a família caso Queiroz fosse preso, mencionava um coronel amigo de Queiroz e “braço direito (sic) de Bração”, possivelmente referindo-se a Domingos Brazão.

O diário também continha nomes de pessoas ligadas à família Bolsonaro e de Adriano da Nóbrega.

Outra ligação entre Flávio e Brazão, que integraram a bancada de “segurança pública” da Alerj, é o ex-assistente de câmera Luciano Silva de Souza. Em 2019, Souza foi nomeado pelo padrinho, Domingos Brazão, como vice-diretor da TV Alerj, cargo máximo do departamento. Ele foi responsável pela gestão de um contrato com uma empresa terceirizada, a Digilab, no valor de cerca de R$ 800 mil mensais (quase R$ 10 milhões anuais).

O currículo de Souza inclui seu envolvimento em campanhas eleitorais recentes do PSL, como a campanha de Flávio Bolsonaro para o Senado.

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