Assaltantes armados atacam banco e fazem reféns em Amaral Ferrador

Um grupo de assaltantes armados atacou um banco e fez reféns na cidade de Amaral Ferrador, no sul do Brasil, na manhã desta quarta-feira (7). Os criminosos usaram os reféns como escudo humano para escapar e seguem foragidos.

O assalto aconteceu na agência Banrisul, localizada na Praça Quatro de Maio, no Centro da cidade, por volta das 10h. Segundo testemunhas, havia pelo menos seis homens envolvidos no crime, fortemente armados com fuzis e pistolas. Eles entraram no banco e anunciaram o assalto, fazendo pelo menos 10 pessoas como reféns, entre funcionários do banco e clientes.

Os ladrões obrigaram os reféns a formar um cordão humano fora do banco, enquanto recolhiam o dinheiro dos caixas e do cofre. Houve relatos de tiros, mas nenhum ferimento foi confirmado. A polícia e os militares foram chamados ao local, mas não puderam intervir sem arriscar a vida dos reféns.

Foto: internauta

O assalto durou cerca de uma hora, e os criminosos saíram do banco em um Ford Ecosport branco, levando consigo dois reféns. Libertaram os reféns posteriormente, numa zona rural próxima da cidade. A polícia montou bloqueios e procurou os assaltantes na região, com a ajuda da Polícia Rodoviária Federal. A quantidade de dinheiro roubado pelos assaltantes não foi divulgada.

Esta não foi a primeira vez que a agência Banrisul de Amaral Ferrador foi alvo de assaltantes. O banco foi atacado pelo menos oito vezes desde 2009, sendo o último em maio de 2022. A cidade tem cerca de 5 mil habitantes e um efetivo policial limitado, o que a torna vulnerável a esse tipo de crime.

O roubo em Amaral Ferrador é semelhante a outros crimes ocorridos em pequenas cidades do Brasil, conhecido como “novo cangaço”. Trata-se de uma modalidade em que grupos criminosos atacam bancos e outros estabelecimentos, utilizando reféns como escudo humano e aterrorizando a população. O nome é uma referência ao cangaço histórico, fenômeno social em que bandidos percorriam o interior do Nordeste brasileiro no final do século XIX e início do século XX.

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